terça-feira, 16 de setembro de 2014

Judite (ou: das sutilezas do teleatendimento)




Leonardo Da Vinci está morto!
Aceitemos os fatos.
Sucederam-lo os homens-robôs
Seres mais estúpidos do que a máquina
Que na sua finitude consegue ao menos
Ser competente.

Os homens-robôs não têm vontade
não têm desejo
Pensam que sonham e desejam
Mas os seus quereres nada mais são
Do que a inserção dos desejos de outro alguém.

De um coração perverso, sem alma.
De um sistema ambíguo no qual
Liberdade é cegar a singularidade.

Os homens-robôs venceram essa guerra
De comiseração.

Miséria Humana!

Humanos em extinção.

Seres de Luz
Vidas Vividas
Não mais....

Procedimentos padrão
Que nada solucionam
E fazem minha vida parecer em vão.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

"Erro em cor a minha arte"


Minha arte é caolha
Marolha
Marolha prá mim

Minha arte queima-se em teclas de desejo
Desajeito o meu viver
O sonho sei que não posso sonhar
A razão não me deixa mais pensar
Que um dia eu posso voar 
no fundo do teu olhar

Minha arte queima
queima em desejo
E transforma-se em cinzas
Ora do pó da renovação
Ora da dissolução

Não sei quem sou 
Sei menos ainda para onde vou
E dessa forma desperdiço meus dias em vão desafios
Inventados para fazer-me feliz

Caio e levanto
Danço
Rodopio
Divirto-me
Mas não sou quem quis

Inventei-me para não deixar de ser
E agora com tantas portas diante de mim
Não consigo despregar a máscara
que protege com sombras o meu coração.

Sinto solidão
Que é solidão de mim
Sinto solidão
E não me sinto mal assim

Sou quem sou e contente me lampejo
Ah! Mas quando surge esse imenso desejo
Deixo-me desdizer em vão