quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dor
Alma-essência.

Das horas absurdas que passam sem ser
Ficam as dúvidas da existência.

Quem será
Quem seria

O abstrato
O irreal

O eterno...
Às vezes eu sou assim,
Meio sol Meio Lua
Meio companhia
Meio solidão
Às vezes eu sou o meio
Às vezes eu sou o fim
Às vezes o caminho
Às vezes sou sua
Às vezes sou minha
Às vezes sou nossa
Curiosa
Sem razão
Às vezes me faço fato
Às vezes emoção.
Canto, crio, aproprio-me da Luz
Apaziguo e instigo
Mitigo
E produzo
Quero e não quero
Vibro e aquieto
Cubro e descubro
Sonho e acordo

Arte

Minha arte é caolha
Marolha
Marolha prá mim

Minha arte queima-se em teclas de desejo
Desajeito o meu viver
O sonho sei que não posso sonhar
A razão não me deixa mais pensar
Que um dia eu posso voar 
no fundo do teu olhar

Minha arte queima
queima em desejo
E transforma-se em cinzas
Ora do pó da renovação
Ora da dissolução

Não sei quem sou 
Sei menos ainda para onde vou
E dessa forma desperdiço meus dias em vão desafios
Inventados para fazer-me feliz

Caio e levanto
Danço
Rodopio
Divirto-me
Mas não sou quem quis

Inventei-me para não deixar de ser
E agora com tantas portas diante de mim
Não consigo despregar a máscara
que protege com sombras o meu coração.

Sinto solidão
Que é solidão de mim
Sinto solidão
E não me sinto mal assim

Sou quem sou e contente me lampejo
Ah! Mas quando surge esse imenso desejo

Deixo-me desdizer em vão