Às vezes eu sou assim,
Meio sol Meio Lua
Meio companhia
Meio solidão
Às vezes eu sou o meio
Às vezes eu sou o fim
Às vezes o caminho
Às vezes sou sua
Às vezes sou minha
Às vezes sou nossa
Curiosa
Sem razão
Às vezes me faço fato
Às vezes emoção.
Canto, crio, aproprio-me da Luz
Apaziguo e instigo
Mitigo
E produzo
Quero e não quero
Vibro e aquieto
Cubro e descubro
Sonho e acordo
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Arte
Minha arte é caolha
Marolha
Marolha prá mim
Minha arte queima-se em teclas de desejo
Desajeito o meu viver
O sonho sei que não posso sonhar
A razão não me deixa mais pensar
Que um dia eu posso voar
no fundo do teu olhar
Minha arte queima
queima em desejo
E transforma-se em cinzas
Ora do pó da renovação
Ora da dissolução
Não sei quem sou
Sei menos ainda para onde vou
E dessa forma desperdiço meus dias em vão desafios
Inventados para fazer-me feliz
Caio e levanto
Danço
Rodopio
Divirto-me
Mas não sou quem quis
Inventei-me para não deixar de ser
E agora com tantas portas diante de mim
Não consigo despregar a máscara
que protege com sombras o meu coração.
Sinto solidão
Que é solidão de mim
Sinto solidão
E não me sinto mal assim
Sou quem sou e contente me lampejo
Ah! Mas quando surge esse imenso desejo
Deixo-me desdizer em vão
quarta-feira, 15 de março de 2017
Sou essa
Em que a cabeça amarra
O afeto em colhe
A sombra cai
Aquela que se esvai em sangue
Na esperança do não ser
Sou essa tristeza
Que nao é pranto nem encanto
É solidão acompanhada
por aquele que nunca foi
nem nunca será
Sou solidão desidratada
D’onde a criatividade profícua nunca virá
Sou aquela que não conclui suas tarefas
não persegue os seus sonhos
não satisfaz seus desejos
Sou aquela cuja vida se perdeu no mar da existencia
Tanta resistência para não se afogar naquilo que a inunda
que preferiu viver à deriva, passando ao largo
de belas paisagens
Mas então veio o vento
E assoprou, soprou o sopro da Vida,
conduzindo-a às arrebentações de uma praia paradisíaca.
O mar puxa-a de volta para dentro,
A vida em movimento
Carrega-a para a praia da vida, das experiências, das sensações.
E ela rola. Inerte.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Lua Minguante
Agora que você desaparece no céu novamente
Meu coração se entristece
E enluta vazio.
Minha mente é mais forte do que ele, no entanto,
E sufoca a sedução prateada
que vem do seu existir.
Sua luz não me ilumina mais,
Trai-me em solidão.
As circunstâncias, as sofrências, TUDO se foi.
Meu Ser Maior, minha Luz Interior,
não pode permitir que uma luz prateada mendigada
tinja-me de pálida ilusão.
Aquilo que prometia tornar-se brilho,
ocasou.
Aquilo que nada prometia além de ilusões,
sossobrou.
Dói, dói um pouquinho sim...
Assim como dói tirar um espinho que, conquanto não lese,
incomoda e fa-se lembrar nos momentos mais inconvenientes.
O tempo será o lenitivo dessa dorzinha de Eras
Assim como a Luz do Sol, o brilho da Natureza, o Caminho da Luz
serão os arautos dos novos tempos em que Eu iluminarei os caminhos daqueles
que foram feitos para realmente amar e adorar.
Nem lua, nem sol,
Eu Sou.
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