O cinza negro assume
o comando do meu coração.
Das profundezas do oceano
emerge um Titã,
Fogo da paixão,
chama inebriante e fria
que me envolve em sua luz de mistério,
flutuando-me ao mundo dos sonhos,
ao céu negro e estrelado
das noites sem luar.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
VEM
Os suspiros exalam-se na forma de poemas.
A insensatez esvai-se em tinta.
Transforma-se em candura.
Navego entre as linhas do nosso existir.
Encontro-me no sentido do que nunca foi.
Sussurro seu nome ao vento
para que, voando ligeiro,
Ele vá te lembrar
de vir me encontrar.
A insensatez esvai-se em tinta.
Transforma-se em candura.
Navego entre as linhas do nosso existir.
Encontro-me no sentido do que nunca foi.
Sussurro seu nome ao vento
para que, voando ligeiro,
Ele vá te lembrar
de vir me encontrar.
Caso do Ocaso
Procuro solução para o caso do ocaso
Ser sem sofrer
Ser solidão
A plenitude virá somente da disposição
de encarar e enfrentar a dor.
"De repente a vida te vira do avesso
e você descobre que o avesso
é o seu lado certo."
Sou o avesso de mim mesma
E é assim que direita sou.
Ser sem sofrer
Ser solidão
A plenitude virá somente da disposição
de encarar e enfrentar a dor.
"De repente a vida te vira do avesso
e você descobre que o avesso
é o seu lado certo."
Sou o avesso de mim mesma
E é assim que direita sou.
domingo, 22 de abril de 2012
Há dias como hoje
Momentos, como agora
Em que toda a minha enorme alegria
Por reencontrar a vida
Esvai-se em dúvidas, angústia e saudade.
Força e fortaleza que me fariam conquistar o mundo
Seguir e trilhar os caminhos do meu destino
Para onde apontam todas as forças do meu ser,
todos os meus instintos do que é o melhor para mim
E o meu coração inteiro...
Desaparecem em meio a uma nuvem de incertezas,
temores e solidão.
Sem rigidez ou desafeto
Olho para a minha vida
E quedo dominada pelas circunstâncias
Sabendo o que elas representam:
morte em vida.
Na minha fragilidade e doçura
como posso fazer sofrer o ser
que me aninhou e consolou o meu viver,
amargurado por uma saudade do que eu não sabia?
Como posso tramar dentro de mim
tamanha ingratidão?
E como posso fazer sofrer o meu destino
E ser ingrata com a vida?
Como poderia calar esta chama que arde dento de mim
E que amplia a minha consciência para dizer
que a vida é muito mais que querência e bem dizer?
Esta chama que arde e queima
Que é amor pela vida, pela fé, pela unidade com o todo
Que é certeza de que o universo gira em espirais
que nos fazem encontrar o que é bom e que traz a paz.
Esta chama que vai no peito,
hora fugidia, hora resplandecente,
hora tremulante, hora simplesmente
ateando fogo em tudo o que é em mim.
Chama que me nutre e me faz viva,
mulher, humana e divina
que encanta os meus dias e
me faz querer existir.
Ah! Minha vida hoje é um dilema
de fácil solução
E quando a angústia quer dominar
Vem a alma e diz
Basta esperar.
Como eu gosto muito de ler, gosto também de escrever.
Minhas reflexões, meus sentimentos, sempre encontraram caminho para existir através das letras. Talvez porque não houvesse quem me ouvisse. Talvez porque, ainda que me ouvissem, não havia quem me compreendesse. Minha voz é doce e enjoada. Acho que sou meio cansativa. Perco-me da linearidade e sou desinteressante.
Sinto que o caminho da escrita é o meu principal caminho e conexão com a arte. Arte que expressa o que vai na alma. Arte que diferencia todo e qualquer ser humano da atividade animal. A arte é a expressão da criatividade humana, das funções cerebrais mais evoluídas que existem em todo o planeta, que nos diferenciam do que é grotesco e primitivo, unindo-nos em comunhão ao Infinito. A arte também denuncia o que vai de errado em nós e na sociedade em que vivemos. Sempre tem sido assim com toda e qualquer arte.
Escrever é um prazer. Principalmente quando há algum reconhecimento. Da minha boca jamais poderiam sair as palavras que escrevo no papel...ou no editor de textos...Como dizia o poeta, meu querido FP, na maior parte do tempo “não sei o caminho da minha vontade para a minha garganta”. É assim que sou. Antes de chegar a traduzir-se em voz, o que vai em mim espalha-se por todo o meu corpo e transforma-se em sensação indizível. Sinto, percebo, respiro, anseio, mas muitas vezes não consigo dizer. Às vezes (e isso é bom) só consigo rir, tímida, encabulada, feliz. Muitas vezes, porém, sou dúvida, tristeza, ansiedade, insegurança, remorso e temor. E sempre, sempre fui solidão.
E agora que escrever deixou de ser uma tarefa e encontrei pela mão da Mestre a liberdade de vestir-me com as letras, eu, toda sentimento, sinto-me ainda mais feliz em escrever. Longe da forma e do julgamento, nos quais não posso expressar minhas ideias, mas devo provar por “a” mais “b” que o que eu digo é certo porque outros já disseram antes, sinto-me tranquila e confortável para bobagear as minhas palavras por aí. Elas não ficam mais presas dentro de mim. Porém, só uns poucos ainda podem conhecê-las, pois a coragem de desnudar quem eu sou busca somente aqueles em que confio que podem amar, respeitar e admirar a nudez de minha alma e saber o que vai por trás das minhas vestes, sem julgar e sem ferir-me.
sábado, 21 de abril de 2012
A deusa em mim.
Fui Vesta. Fui Atenas. Fui Hera.
Cresci.
Diana me procurou.
Gaia secou.
De Afrodite fugi.
Por isso,
hoje não sou ninguém.
Cresci.
Diana me procurou.
Gaia secou.
De Afrodite fugi.
Por isso,
hoje não sou ninguém.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Despedida
Não derramarei uma lágrima
por tua partida,
pois rumaste para a paz,
coroada em paragens infinitas
de rumores e clamores
das vozes celestiais.
Permaneces viva em essência
na beleza da canção.
O momento não é de tristeza,
apenas de emoção -
tua própria existência foi alegria!-
penetraste na pureza da Grande Iniciação.
Para os que ficam
resta a memória na saudade.
Foi-se a voz da terra,
brilhar e cantar entre os anjos do céu.
(12/2/1990)
por tua partida,
pois rumaste para a paz,
coroada em paragens infinitas
de rumores e clamores
das vozes celestiais.
Permaneces viva em essência
na beleza da canção.
O momento não é de tristeza,
apenas de emoção -
tua própria existência foi alegria!-
penetraste na pureza da Grande Iniciação.
Para os que ficam
resta a memória na saudade.
Foi-se a voz da terra,
brilhar e cantar entre os anjos do céu.
(12/2/1990)
terça-feira, 17 de abril de 2012
SONHO EM ROSA E AZUL (1989)
Quero ver o sol nascer
sonhando e cantando o amor.
E então cantar mui feliz
o meu grande e eterno amor.
Navegar do céu de estrelas
ao infinito azul.
Rumar para os teus braços
e não mais chorar.
Viver num castelo
mil instantes de mel.
Serei tua princesa
pois tu és o meu rei.
Vou coroar-te de beijos.
Vou coroar-te de amor.
Vou...
Tu és o sorriso
da mais bela manhã.
O rei conquistador
que tomou meu coração.
És o mais caro rei.
sonhando e cantando o amor.
E então cantar mui feliz
o meu grande e eterno amor.
Navegar do céu de estrelas
ao infinito azul.
Rumar para os teus braços
e não mais chorar.
Viver num castelo
mil instantes de mel.
Serei tua princesa
pois tu és o meu rei.
Vou coroar-te de beijos.
Vou coroar-te de amor.
Vou...
Tu és o sorriso
da mais bela manhã.
O rei conquistador
que tomou meu coração.
És o mais caro rei.
domingo, 15 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
O viver para a mulher deve ser superlativo. Nas evidências do seu feminino repousam o beijo da deusa. Ela crê, ela vive, ela é fé. As buscas intensificam-se na medida em que amadurece. A loba uiva atendendo ao chamado da mãe-lua. É uma inquietação que brota dentro de si, um desejo de viver a plenitude de sua vida que nunca viveu. O tempo de dedicar-se aos outros já passou. O tempo de nutrir e de apaziguar a vida alheia cessou. Agora é a hora de cuidar. Os filhos que teria, tivesse. Agora é hora de preparar-se para ser a mãe da vida, mãe-lua, senhora das artes, rainha das águas, amante leal e fiel do reino sincero. A vida, a virtude, a fé e a paz são os seus únicos tesouros, os únicos espólios que pode carregar consigo. Os apegos, os sonhos, as ilusões de corresponder ao que lhe ensinaram como o ideal ficaram para trás. Despida de seus andrajos caminha nua pela floresta à luz da lua, sem saber para onde vai, mas certa de que está no Caminho. Perdoa. Doa. Existe. Crê. Recebe. Encontra-se com o seu Eu Primitivo, com a sua essência, de onde tira forças para continuar. É experiência xamânica. É experiência de vida, de espírito de virtude e de fé. No caminho solitário não há mais solidão. Banha-se nas águas tranquilas do lago. Abençoa-se da essência da água. Atravessa o fogo. Vivifica-se. Anima-se. Segue.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
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