domingo, 22 de abril de 2012


Há dias como hoje
Momentos, como agora
Em que toda a minha enorme alegria
Por reencontrar a vida
Esvai-se em dúvidas, angústia e saudade.
Força e fortaleza que me fariam conquistar o mundo
Seguir e trilhar os caminhos do meu destino
Para onde apontam todas as forças do meu ser,
todos os meus instintos do que é o melhor para mim
E o meu coração inteiro...
Desaparecem em meio a uma nuvem de incertezas,
temores e solidão.
Sem rigidez ou desafeto
Olho para a minha vida
E quedo dominada pelas circunstâncias
Sabendo o que elas representam:
morte em vida.
Na minha fragilidade e doçura
como posso fazer sofrer o ser
que me aninhou e consolou o meu viver,
amargurado por uma saudade do que eu não sabia?
Como posso tramar dentro de mim
tamanha ingratidão?
E como posso fazer sofrer o meu destino
E ser ingrata com a vida?
Como poderia calar esta chama que arde dento de mim
E que amplia a minha consciência para dizer
que a vida é muito mais que querência e bem dizer?
Esta chama que arde e queima
Que é amor pela vida, pela fé, pela unidade com o todo
Que é certeza de que o universo gira em espirais
que nos fazem encontrar o que é bom e que traz a paz.
Esta chama que vai no peito,
hora fugidia, hora resplandecente,
hora tremulante, hora simplesmente
ateando fogo em tudo o que é em mim.
Chama que me nutre e me faz viva,
mulher, humana e divina
que encanta os meus dias e
me faz querer existir.
Ah! Minha vida hoje é um dilema
de fácil solução
E quando a angústia quer dominar
Vem a alma e diz
Basta esperar.

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